segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cidade Adoraniranizada (27/10/2008)

A cerca de algumas semanas iniciei minhas pesquisas sobre o Adoniran Barbosa para a futura elaboração do meu TCC. Minha primeira ação foi fazer um levantamento dos livros que tratam deste personagem que é parte da história de São Paulo. O segundo passo foi percorrer os sebos atrás dos livros, dos quais consegui encontrar três, um em Santo André, outro na Mooca e outro no Centro na Praça Rooselvelt. Ainda falta encontrar alguns livros para iniciar a busca pelo tema principal, mas já deu pra começar as leituras.
Certo dia, quando voltava do Sebo, descendo as escadas rolante do metrô na Praça da República, notei duas jovens garotas e um rapaz cantarolando
 o “Trem das Onze”, achei interessante aqueles jovens ter a música tão na ponta da língua. Dia após dia, fui percebendo que o nosso Adoniran ainda vive pelas ruas de São Paulo, seja na memória das pessoas que transitam como loucos nesta metrópole, seja na arquitetura da cidade, seja nas velhas linhas dos trens, na “Catedral da Vila Ré”, na Praça da Sé, no Brás, na Mooca, nas marmitas dos trabalhadores, no linguajar da periferia: “nóis foi, nóis vai, nóis vorta”, na rara garoa.
Hoje pela manhã, com a TV ligada e sintonizada no jornal matinal, o repórter anunciou a volta do Corinthians para a série A e citou algo sobre o Adoniran, infelizmente não estava prestando atenção na TV e ainda meio sonolento não me lembro qual foi a citação, mas me deu um estalo naquele instante e tive a idéia de registrar todas as referências e lembranças do Adoniran que eu possa observar no dia a dia da cidade, a começar por hoje (27/10/2008).

27/10/2008
- Citação no telejornal em notícia sobre a ascensão do Corinthians para a séria A.
- Estava no bairro da Mooca lá pelas 21:00hs esperando um ônibus para o metrô Bresser, quando observei que uma gelada garoa caia sobre a cidade, lembrando o São Paulo de antigamente.

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