segunda-feira, 2 de julho de 2007

Os últimos acontecimentos do mês de junho/2007 acenderam a fogueira do meu coração. Semana pós-prova na faculdade, friozinho, quentão, pipoca, etc....
No dia 27, participei de um seminário, a convite de minha amiga Samantha, sobre a Arte Africana, assunto muito interessante, e apresentado com primazia pela Samanta, Danielle e Marina. Meus parabéns, estavam ótimas e uma apresentação de excelente qualidade, ainda vou fazer algo parecido....
No dia 30, participei do lançamento do livro livro "OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA" do jornalista Moacir Assunção, encerrando o mês da literatura na CASA DE CULTURA DA REVERSÃO PAULISTANA. Tive a oportunidade novamente de apresentar o meu repertório junto com Sandro Rodrigues na Gaita. Moacir Assunção é professor na Universidade São Judas e jornalista do jornal O Estado de São Paulo.
Para publicar este livro Moacir Assunção enveredou na pesquisa dos elementos que cercavam o mito Lampião e que de uma forma ou de outra participaram de sua história. Fez entrevistas e andou pelo sertão nordestino para registrar em seu livro novas informações e versões a respeito do que de fato aconteceu com o Capitão Virgulino Ferreira, O Lampião. Brevemente estarei publicando as fotos deste evento, claro novamente minha amiga Samantha me prometeu as fotos, mas até agora...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Eu Tomei Água do Rio Tietê!

Quem passa pela Marginal do Rio Tietê em São Paulo, vê aquela água poluída e cheirando mal.
Ao longo de vários anos, temos notícias de esforços, abaixo assinado, campanhas particulares, plataforma eleitoral, e até grandes obras realizadas com o objetivo de despoluir o rio.
É notável que o Rio Tietê melhorou muito e mudou um pouco a cara da cidade, mas ainda falta muito, será que será possível um dia tomar água do Rio Tietê? Sim, isto é possível, agora mesmo.
A poucos quilômetros do centro de São Paulo, no município de Salesópolis, fica o Parque Estadual das Nascentes do Rio Tietê, é incrível olhar aquela água brotando purinha, limpinha, com uma vazão de 2.752 lts por hora. Vale a pena conhecer e aproveitar para tomar um copo de água purinha da nascente. O Rio Tietê percorre então 1.136 Km, até sua foz, no rio Paraná.
O Município de Salesópolis tem outras atrações, como o Restaurante Senzala, construção do séc. XVII de “taipa de pilão” e “pau a pique”. Servia como pousada para os comerciantes que vinham da Capital e do Vale do Paraíba em sentido ao litoral, caminho conhecido como “rota do sal”, também era um local de comercialização de escravos. Existem vários outros pontos turísticos como a Barragem de Ponte Nova, Usina Parque de Salesópolis e a igreja Matriz de São José. Confira as fotos no meu Álbum de fotos:
http://picasaweb.google.com/pasmasoft

segunda-feira, 11 de junho de 2007

CACULÉ?

O assunto que me trousse até aqui hoje, é um assunto de interesse geral. Tratasse de uma conversa que tive com uma amiga da classe, a queridíssima Marlene. Ao sair da faculdade nosso também queridíssimo amigo Valter Lins - gente de pouquíssima sensibilidade - teceu comentários pejorativos com relação à cidade natural da Marlene, “Caculé”.
Claro que ela ficou muito irada, com a “descaração” de nosso amigo, porém, saiu perdoado. Foi então que indaguei sobre a origem do nome de sua cidade natal, e pra meu espanto, ela não tinha a menor noção de como isso se deu.
Fui com meus botões, pensando, se tratava de uma cidade da Bahia, que fica na divisa com Minas.
Conta a história que, uma família – Pai, Mãe e filho - vinda do interior de Minas no princípio do século, resolveram acampar próximo a uma lagoa, e ali, descansaram e fizeram suas refeições. Família simples, humilde, procurando uma melhor oportunidade de vida fora de sua terra, para bem criar seus filhos, ficaram por ali alguns dias. A mãe sempre preocupada com a boa educação de seu filho, não permitia que o mesmo avançasse à comida com as mãos, repreendendo-o, “Quá culé, filho, come quá culé”, coitado, não tinha coordenação ainda, mas a mãe, insistia em todas as refeições, “Quá culé, filho, come quá culé”.
Durante uma dessas refeições, uma onça atacou o acampamento, e sem piedade, devorou o pai e a mãe. O menino ficou alio no acampamento, sozinho por vários dias, até que passou por ali novos viajantes, que lhe deram de comer e estabeleceram morada naquele local. O garoto coitado, devido a fome que passou, lembrava-se da figura da mãe e, sem saber como se alimentar, chorava e repetia a frase “Caculé, Caculé...”, que acabou dando origem ao nome da cidade, que iniciou ali, a beira do lago.
Claro, ao chegar em casa, fui pesquisar e encontrei as seguintes informações:
Caculé foi fundada em 14 de agosto de 1919. De acordo com o IBGE, sua população era estimada em 21.922 habitantes no ano de 2005.
“Nas terras que hoje integram o Município de Caculé existiu primeiro a Fazenda Jacaré, de propriedade de Dona Rosa Prates: estendiam-se elas de
Jacaré, povoado do distrito de Ibiassucê, até os atuais limites do distrito de Caculé.Em 1860, Dona Rosa doou um terreno ao Santíssimo Coração de Jesus, para ser erigida uma capela sob essa invocação, no local onde atualmente se ergue a cidade.A tradição registra que um escravo da fazendeira Manoel Caculé - após a abolição da escravatura passou a morar à margem de uma lagoa existente no local.Os viajantes que tomavam aquela direção, ao se cruzarem pelo caminho, perguntavam, uns aos outros, de onde vinham e para onde iam, e a resposta era sempre a mesma: lagoa do Caculé. Este nome passou assim a designar o acidente geográfico, depois o povoado e mais tarde estendeu-se a todo o Município”
FONTE: http://pt.wikipedia.org

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Greve Blogal!

Companheiros!
Nunca na história deste blog eu vim aqui para protestar, mas a coisa passou dos limites companheiros.
Muita gente me procura pra dizer que visitou o blog, porém não deixam nenhum comentário. Pois bem! Está lançado o protesto.
"SE NÃO DEIXAREM NENHUM COMENTÁRIO
EU TAMBÉM NÃO ESCREVEREI NO BLOG"
Sei que muita gente vai gostar disso, mas em nome daqueles que não querem ver este blog vazio e desatualizado, por favor, colaborem!
É só isso, companheiros...

terça-feira, 5 de junho de 2007

Quadro de infância

É difícil lembrar os primeiros pensamentos que passaram por nosso celebro, os fragmentos do pensamento mais antigo que me recordo, talvez tenha sido um sonho, era ainda criança, não sei me situar no tempo para dizer exatamente quantos anos tinha, mas era bem pequeno. Lembro-me de apreciar um quadro na parede, não sei se era apenas uma paisagem, ou uma foto de pessoas da família, mas eu tinha certeza de que foi daquele quadro que eu nasci, assim de repente, eu saí do quadro e vim parar neste mundo, e estou até hoje por aqui, será? Naquela época não tinha nem a noção da existência da cegonha, sementinha, ou parto.
Como toda criança, tinha muito tempo para alimentar a minha cabeça de dúvidas e curiosidades, deitava no chão de terra e ficava apreciando o céu, vendo a formação de imagens nas nuvens, as estrelas, o arco-íris, tudo isso me encantava e atiçava minha imaginação. Já sabia que a terra era redonda, o homem já tinha visitado a lua e fotografado a terra. Ficava imaginando a criação do universo, o que existia alem daquele céu azul? Imaginava que da mesma forma que existiam coisas microscopias dentro do nosso próprio corpo, e dentro desses, outros, era provável que toda essa imensidão que o homem não consegue medir, fizesse parte de um outro corpo e este por sua vez, parte de outro. Poderia ser a terra como um vírus, dentro de um organismo, que pouco a pouco fosse contaminando esse corpo maior a ponto de acabar deixando-o doente, sim pois já existia a bomba H, a poluição já se alastrava pelo planeta, a guerra fria, anunciava a qualquer instante um aperto do botão que destruiria o mundo com a bomba atômica. O homem poderia destruir a terra, ir morar em outro planeta, destruí-lo e ir mudando assim de planeta em planeta destruindo o universo, deixando doente esse corpo maior, porque afinal, como um corpo humano, dependeria de cada detalhe funcionando em perfeita harmonia, por isso os planetas se movem e giram como uma dança em alta sincronia. Esse corpo maior, poderia simplesmente ser Deus, sendo assim, todos nós, a terra, júpiter, a lua, o sol, marte e seus possíveis marcianos verdes (será?), seríamos parte de Deus, por isso o homem deveria cuidar de seu planeta e evitar sua destruição, preservar a fauna e a flora, tudo era Deus.Mas, disseram pra mim que não era assim, afinal, existia a bíblia, que eu deveria ler e acreditar e não questionar. O homem tinha vindo de Adão e Eva e todos nós éramos irmãos e Deus tinha a minha cara. Minha missão era casar, ter filhos, estudar, ter um bom emprego (meu filho vai ser doutor). Quanta asneira! Como enfiar todos esses conceitos na cabeça de uma criança que cresceu pobre?, simples, olha o “Silvio Santos”!.O Homem que sabe muito bem como poluir o seu mundo, também tentou me poluir, e conseguiu. Poluiu-me com suas doutrinas capitalistas, socialistas e comunistas, encheu de “groselha” minha juventude, cresci com contradições, dúvidas, e cheguei quase a acreditar em muito disso tudo.
É, tenho que voltar a pensar como criança!