quarta-feira, 6 de junho de 2007

Greve Blogal!

Companheiros!
Nunca na história deste blog eu vim aqui para protestar, mas a coisa passou dos limites companheiros.
Muita gente me procura pra dizer que visitou o blog, porém não deixam nenhum comentário. Pois bem! Está lançado o protesto.
"SE NÃO DEIXAREM NENHUM COMENTÁRIO
EU TAMBÉM NÃO ESCREVEREI NO BLOG"
Sei que muita gente vai gostar disso, mas em nome daqueles que não querem ver este blog vazio e desatualizado, por favor, colaborem!
É só isso, companheiros...

terça-feira, 5 de junho de 2007

Quadro de infância

É difícil lembrar os primeiros pensamentos que passaram por nosso celebro, os fragmentos do pensamento mais antigo que me recordo, talvez tenha sido um sonho, era ainda criança, não sei me situar no tempo para dizer exatamente quantos anos tinha, mas era bem pequeno. Lembro-me de apreciar um quadro na parede, não sei se era apenas uma paisagem, ou uma foto de pessoas da família, mas eu tinha certeza de que foi daquele quadro que eu nasci, assim de repente, eu saí do quadro e vim parar neste mundo, e estou até hoje por aqui, será? Naquela época não tinha nem a noção da existência da cegonha, sementinha, ou parto.
Como toda criança, tinha muito tempo para alimentar a minha cabeça de dúvidas e curiosidades, deitava no chão de terra e ficava apreciando o céu, vendo a formação de imagens nas nuvens, as estrelas, o arco-íris, tudo isso me encantava e atiçava minha imaginação. Já sabia que a terra era redonda, o homem já tinha visitado a lua e fotografado a terra. Ficava imaginando a criação do universo, o que existia alem daquele céu azul? Imaginava que da mesma forma que existiam coisas microscopias dentro do nosso próprio corpo, e dentro desses, outros, era provável que toda essa imensidão que o homem não consegue medir, fizesse parte de um outro corpo e este por sua vez, parte de outro. Poderia ser a terra como um vírus, dentro de um organismo, que pouco a pouco fosse contaminando esse corpo maior a ponto de acabar deixando-o doente, sim pois já existia a bomba H, a poluição já se alastrava pelo planeta, a guerra fria, anunciava a qualquer instante um aperto do botão que destruiria o mundo com a bomba atômica. O homem poderia destruir a terra, ir morar em outro planeta, destruí-lo e ir mudando assim de planeta em planeta destruindo o universo, deixando doente esse corpo maior, porque afinal, como um corpo humano, dependeria de cada detalhe funcionando em perfeita harmonia, por isso os planetas se movem e giram como uma dança em alta sincronia. Esse corpo maior, poderia simplesmente ser Deus, sendo assim, todos nós, a terra, júpiter, a lua, o sol, marte e seus possíveis marcianos verdes (será?), seríamos parte de Deus, por isso o homem deveria cuidar de seu planeta e evitar sua destruição, preservar a fauna e a flora, tudo era Deus.Mas, disseram pra mim que não era assim, afinal, existia a bíblia, que eu deveria ler e acreditar e não questionar. O homem tinha vindo de Adão e Eva e todos nós éramos irmãos e Deus tinha a minha cara. Minha missão era casar, ter filhos, estudar, ter um bom emprego (meu filho vai ser doutor). Quanta asneira! Como enfiar todos esses conceitos na cabeça de uma criança que cresceu pobre?, simples, olha o “Silvio Santos”!.O Homem que sabe muito bem como poluir o seu mundo, também tentou me poluir, e conseguiu. Poluiu-me com suas doutrinas capitalistas, socialistas e comunistas, encheu de “groselha” minha juventude, cresci com contradições, dúvidas, e cheguei quase a acreditar em muito disso tudo.
É, tenho que voltar a pensar como criança!

domingo, 3 de junho de 2007

Fotos do Festival Mário de Andrade


Conforme prometido, minha amiga Sam mandou algumas fotos do festival Mário de Andrade na UNIFAI.

Pode conferir clicando no link ao lado, "Fotos de Sows do Pasma" ou ir diretamente no endereço: http://picasaweb.google.com/pasmasoft
A Sam me prometeu mas fotos.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Por Favor!!!

No Início, era o silêncio...
Quando as aulas iniciaram, era um profundo silêncio na sala, todos pareciam tímidos, ou extremamente atentos. As interações dos alunos foram se manifestando pouco a pouco, de repente, algumas aulas pareciam verdadeiros debates. O Tempo passou e as intervenções começaram a ser mais freqüentes, chegando até causar “borburinhos” na sala. Notei que em uma ocasião uma amiga, a mesma que queria fazer um “churras” num zigurati na Mesopotâmia, reclamou com a classe, porque não conseguia escutar o que o professor explicava naquele momento, “Pô pessoal, vamo calá a boca aí?”, a classe silenciou, o professor continuou a explicação, mas agora quase como se diretamente a ela, já que ela mesma chamara a atenção da classe para si. Notei que após essa “dura” na classe, ela quase que imediatamente, se virou para alguém do lado e começou a falar, “tititi, tititi, tititi”, creio que comentando sobre o “burburinho”. O Professor, que dirigia a atenção para ela, ficou falando pras paredes.
Em outra ocasião, o monitor da classe, antes que a aula iniciasse, foi até a frente da sala, e fez um discurso: - Tenho recebido reclamações de colegas, inclusive de professores, sobre o “burburinho” na classe... – Muito bem, todos acataram e “prometeram“ manter a ordem na sala, mais tarde, o professor em questão, teve que chamar a atenção do monitor: - Ô monitor, presta atenção, to falando!
Recentemente um outro colega, não conformado com o “burburinho” na sala, cada vez que necessário reagia: - Por Favor!!! – Novo borburinho, e ele novamente: - Por Favor!!! – Mas, como não poderia deixar de ser, notei que ele também, quando achava necessário, conversava com alguém ao lado.
Não é interessante a capacidade que agente tem de julgar os erros dos outros, quando cometem os mesmos erros que agente? – Por Favor!!!

Como estou hoje?

Toda vez que resolvo tirar uma foto pela webcam, sou obrigado a repetir várias vezes, de vários ângulos, mas sempre acho que não está bom, não parece realmente comigo. Fico olhando, tentando me achar na fotografia, mas não consigo, no máximo reconheço a roupa que estou usando, os detalhes do meu quarto, as cores, etc. Acho que eu não me conheço, porque a mesma câmera quando registra outras pessoas, se o fotógrafo não atrapalhar, reproduz com fidelidade. Se eu não me vejo como as pessoas me vem, então quem sou eu?
Serei eu apenas um personagem de mim mesmo?
E as pessoas percebem todas as minhas fragilidades, meus defeitos que teimo tanto em esconder?
Será que sou odiado, amado ou ignorado?
Eu mesmo tenho opiniões diferentes sobre mim, dependendo do dia.
É assim que estou hoje!