Recentemente assisti a um show do Milton Nascimento em DVD, inegável, indiscutível, a qualidade deste artista, parece unanimidade. A trajetória da música mineira do Milton num espetáculo que junta música, teatro e dança. Este espetáculo conta com a participação de cinco músicos, dez atores e quarenta crianças do projeto “Ser criança” da cidade de Araçuai no Vale de Jequitinhonha. Sem querer aqui ficar falando do óbvio, recomendo a quem puder que assista.
Estou levantando este assunto porque isso prova, para mim, para o Professor Marcos Horácio, e creio que para a todos os que estavam na sala, que o “Brasil tem jeito“, para o próprio Milton, quando fala “Uma Notícia está chegando lá do interior.... que vai fazer deste lugar um bom País...” a beleza das crianças pobres, dançando, sapateando, cantando, representando, tocando, enfim, brilhando nos palcos de Minas, Bahia, São Paulo e Brasília, da França, do mundo. Diferente da imagem que apresentamos ao mundo, das nossas crianças abandonadas nas ruas de São Paulo e no tráfego de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Quem assistiu o BOPE (quem não assistiu?), sabe do que estou falando. Aquela “música” que está nos celulares e na boca de muita gente, “Parapapapapapapapapa Paparapaparapaparaclackbum Paraparapapapapapapapa”, o refrão é a imitação de um som de metralhadora a letra tem erros grotescos de português e só fala de violência, nos funks do morro, ou é violência ou sexo.
Percebe o contraste? O problema desse tipo de música no Rio, é que existe a identificação, os moradores do morro vivem no seu dia a dia o que as letras estão dizendo. Lembra do grande Adoniram Barbosa? Suas letras eram identificadas pelos moradores mais populares de São Paulo. O morro exporta suas “drogas” para a classe média, ou pega pela cocaína, êxtase, ou pelo funk e a classe média consome todas essas drogas. E quanto aos jovens do morro, é isso que eles tem pra chamar a atenção do mundo, por favor, não caiam nessa, você não andam por aí de AR15, M16, 762 ou uma 12 na mão, não é a sua realidade, claro que gostei do filme e achei importante a abordagem do assunto, mas não é disso que se trata aqui, a miséria é horrível, mas será que não tem jeito?
Estou levantando este assunto porque isso prova, para mim, para o Professor Marcos Horácio, e creio que para a todos os que estavam na sala, que o “Brasil tem jeito“, para o próprio Milton, quando fala “Uma Notícia está chegando lá do interior.... que vai fazer deste lugar um bom País...” a beleza das crianças pobres, dançando, sapateando, cantando, representando, tocando, enfim, brilhando nos palcos de Minas, Bahia, São Paulo e Brasília, da França, do mundo. Diferente da imagem que apresentamos ao mundo, das nossas crianças abandonadas nas ruas de São Paulo e no tráfego de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Quem assistiu o BOPE (quem não assistiu?), sabe do que estou falando. Aquela “música” que está nos celulares e na boca de muita gente, “Parapapapapapapapapa Paparapaparapaparaclackbum Paraparapapapapapapapa”, o refrão é a imitação de um som de metralhadora a letra tem erros grotescos de português e só fala de violência, nos funks do morro, ou é violência ou sexo.
Percebe o contraste? O problema desse tipo de música no Rio, é que existe a identificação, os moradores do morro vivem no seu dia a dia o que as letras estão dizendo. Lembra do grande Adoniram Barbosa? Suas letras eram identificadas pelos moradores mais populares de São Paulo. O morro exporta suas “drogas” para a classe média, ou pega pela cocaína, êxtase, ou pelo funk e a classe média consome todas essas drogas. E quanto aos jovens do morro, é isso que eles tem pra chamar a atenção do mundo, por favor, não caiam nessa, você não andam por aí de AR15, M16, 762 ou uma 12 na mão, não é a sua realidade, claro que gostei do filme e achei importante a abordagem do assunto, mas não é disso que se trata aqui, a miséria é horrível, mas será que não tem jeito?